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Taguatinga / TO

Cidades do interior do Tocantins aderem ao uso de hidroxicloroquina em pacientes com coronavírus
A medida atende o novo protocolo elaborado pelo Ministério da Saúde.
Cidades do interior do Tocantins aderem ao uso de hidroxicloroquina em pacientes com coronavírus
Imagem Ilustrativa

O prefeito de Peixe, José Augusto Bezerra, anunciou nesta quarta-feira, 20, que a Secretaria Municipal da Saúde vai incluir a Hidroxicloroquina como uma das formas de tratamento para o coronavírus no hospital municipal e rede básica de saúde. No entanto, reforçou que o uso da substância só está autorizado quando houver prescrição do médico e desde que o uso seja autorizado formalmente pelo paciente ou por sua família.

“O medicamento está em falta nas farmácias e distribuidoras, por isso, determinei a manipulação da Hidroxicloroquina. O medicamento estará disponível para ser utilizado em parceria com Azitromicina e Clexane no tratamento de possíveis casos de Covid-19 na cidade, havendo prescrição do médico e a concordância do paciente”, ressaltou o prefeito.

A medida atende o novo protocolo elaborado pelo Ministério da Saúde.

Até o momento não há nenhum caso confirmado de Covid-19 no município, que está trabalhando diuturnamente em ações preventivas, com instalação de barreira sanitária, adoção do uso obrigatório de máscaras e restrições rígidas para funcionamento do comércio.

Guaraí

A Prefeitura de Guaraí vai adotar a orientação para o uso da hidroxicloroquina associada à azitromicina no tratamento de pacientes confirmados com Covid-19. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, a medida é uma decisão baseada na Nota Técnica nº 03/2020, com recomendação do Conselho Regional de Medicina do Tocantins (CRM) e Ministério da Saúde.

A decisão foi consolidada na tarde de ontem, terça-feira, 19, com consentimento dos profissionais da saúde e Secretaria Municipal de Saúde. Entre os critérios estabelecidos para o uso da hidroxicloroquina, estão a autorização expressa do paciente e a obrigatoriedade que o profissional de saúde avise da ausência de evidências sólidas de que o tratamento possa ter um efeito confirmado na cura do Covid-19.

Segundo a médica da Rede Municipal da Saúde de Guaraí, Priscila Guimarães de Sousa, o tratamento segue indefinido, pois, o pouco que se sabe é que a hidroxicloroquina associada com azitromicina mudou o percurso de algumas doenças, o que não significa cura. Porém, o uso dessas medicações associadas pode evitar o progresso da doença de uma fase mais grave. “Essa decisão de adotar a hidroxicloroquina associada à azitromicina, tem como base alguns estudos realizados em alguns países, dentre eles europeus. Estamos tentando ofertar para a população de Guaraí uma possível solução”, disse.

De acordo com a orientação que será adotada em Guaraí, o médico irá avaliar a indicação do uso desta associação e baseado em cada caso, levando-se em consideração algumas contra-indicações, o tratamento será proposto ao paciente na fase inicial. “Caso a pessoa aceite, ela terá que assinar um Termo de Consentimento para então ser iniciado o tratamento. Antes de assinar o termo, o paciente estará ciente que se trata de uma opção ainda em estudo e análise”, completou a médica, Priscila Guimarães.

A Prefeitura de Guaraí iniciou o planejamento com reserva de recursos para aquisição dos medicamentos. “Nesta primeira etapa serão adquiridos 2 mil unidades de comprimidos para o início dos tratamentos”, revelou a secretária municipal da Saúde, Marlene Sandri.

Vale ressaltar que as medidas de controle social, bem como correta higienização das mãos e uso de máscaras, ainda são prioridades no enfrentamento ao Coronavírus.

A previsão de início do tratamento é para as próximas semanas.

Orientação do Conselho de Medicina

Na visão do Conselho Federal de Medicina, o medicamento pode ser utilizado em três hipóteses: no caso de paciente com sintomas leves, em início de quadro clínico, em que tenham sido descartadas outras viroses (como influenza, H1N1, dengue) e exista diagnóstico confirmado de COVID 19; a segunda hipótese é em paciente com sintomas importantes, mas ainda sem necessidade de cuidados intensivos, com ou sem recomendação de internação; e o terceiro cenário possível é em paciente crítico recebendo cuidados intensivos, incluindo ventilação mecânica. 


 


 


 


 


 


 


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