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Taguatinga / TO

Justiça determina que Estado retire nome de Fernando Henrique Cardoso da ponte que liga Palmas a Paraíso
O magistrado ordenou também que o nome seja retirado das placas públicas.
Justiça determina que Estado retire nome de Fernando Henrique Cardoso da ponte que liga Palmas a Paraíso
Foto: Clóvis Cruvinel/Divulgação

O Estado do Tocantins terá que mudar o nome da ponte sobre o rio Tocantins, que liga Palmas a Paraíso. É que uma decisão do juiz Roniclay Alves de Morais, da 1ª Vara da Fazenda de Palmas, determinou que seja declarado nulo o decreto de 27 de setembro de 2002, que atribui a ponte o nome do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. O magistrado ordenou também que o nome seja retirado das placas públicas.





G1 aguarda um posicionamento do governo do estado sobre o caso. A decisão é de primeira instância e cabe recurso.



A decisão foi tomada após o Ministério Público Estadual ingressar com uma ação civil pública. Segundo a promotoria, a homenagem ao então presidente do Brasil é proibida pela Constituição Federal, já que afronta os princípios da administração público, de legalidade, moralidade e impessoalidade.




Afirmou também que a lei federal 6.454, de 24 de outubro de 1977 veda a atribuição do nome de pessoa viva a bem pu?blico, incluindo qualquer entidade que receba subvenc?a?o ou auxílio da Unia?o Federal, hipo?tese em que, segundo o MPE, se enquadraria o Estado do Tocantins.




No decorrer do processo, o governo estadual defendeu que não há afronta ao princípio da impessoalidade, pois não se trata de promoção pessoal a nenhum agente político do Tocantins e nem ajuda a promover Fernando Henrique Cardoso, pois trata-se de uma pessoa amplamente conhecida no âmbito nacional e internacional, não havendo o que se falar em benefício ao ex-presidente.



Afirmou ainda que a homenagem foi feita por causa do apoio do então presidente a? construc?a?o da Usina Hidrele?trica Luis Eduardo Magalha?es e ao projeto integrado de aproveitamento do Rio Tocantins, e, ainda, por sua contribuic?a?o, quando senador, em 1988, para a criac?a?o do Estado do Tocantins.




Ao fundamentar a decisão, o juiz entendeu que o decreto do Estado do Tocantins de 2002 viola os princípios da administração pública dispostos na Constituição Federal. “Por mais nobre que possa ter sido a atuac?a?o do homenageado, e bem assim a intenc?a?o do administrador de honra?-lo, na?o pode simplesmente o administrador, para tanto, se servir dos bens pu?blicos que lhe sa?o confiados para serem administrados, sob pena de afronta ao princípio da impessoalidade”, disse.


 


 


 


 


 


 


 


 


Informações G1/TO





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