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Taguatinga / TO

Governo afirma que vai requisitar 70% dos leitos de UTI da rede privada
Governo afirma que possibilidade estava prevista no decreto de calamidade pública e requisição será feita em portaria
Governo afirma que vai requisitar 70% dos leitos de UTI da rede privada
Foto: SES/Divulgação

O governo do Tocantins informou na noite desta sexta-feira (15) que vai requisitar 70% dos leitos de UTI particulares do estado para assegurar vagas aos pacientes do estado durante a pandemia de Covid-19. A medida foi tomada após pacientes do Pará com diagnóstico de coronavírius serem transferidos para hospitais particulares de Palmas nos últimos dias.





De acordo com o secretário de comunicação, Élcio Mendes, uma portaria com a requisição será publicada ainda nesta sexta-feira. A partir de então, 70% dos leitos, ocupados ou não, passarão a ser regulados pela Secretaria de Estado da Saúde. O restante fica para uso da própria unidade hospitalar.




“Quando saiu o decreto de calamidade pública já se previa a possibilidade. Hoje vai ser publicada uma portaria com base naquele decreto viabilizando e autorizando a requisição dos leitos de UTI privados para assegurar vagas de UTIs para os tocantinenses caso seja necessário”, comentou.




O decreto citado pelo secretário foi publicado ainda em março e prevê: "a requisição de bens ou serviços de pessoas naturais e jurídicas, em especial de médicos e de fornecedores, incluindo-se dentre a categoria de bens os equipamentos de proteção individual (EPI), medicamentos, leitos de UTI e produtos de limpeza".




O secretário afirmou que o estado fez uma solicitação do número de leitos dos hospitais particulares do estado e o Estado ainda aguarda esse levantamento para saber quantos leitos ficarão à disposição da saúde pública. A partir da publicação o estado assume a gestão dos leitos e a regulação da utilização passa a ser da Secretaria de Estado da Saúde.



“Aproximadamente 93% da população tocantinense é SUS dependente, então aí, já sabemos que quanto mais pessoas se contaminarem mais demanda vai ter na rede pública, que não tem condições de atender a todos. Por isso, não podemos nos dar ao luxo de ver ceder UTIs para outros estados e deixar nossa população desassistida”, afirmou o governador do Tocantins, Mauro Carlesse, por meio da assessoria de comunicação.




 



Leitos ocupados por casos de outros estados



 




Pacientes do estado do Pará com diagnóstico de Covid-19 foram trazidos para o Tocantins em UTIs aéreas nos últimos dias. O G1 apurou que pelo menos 15 pessoas do estado vizinho estão internadas em leitos particulares de terapia intensiva em Palmas. A situação foi conformada pela Secretaria Municipal de Saúde da capital e está sendo acompanhada por órgãos de fiscalização.




Segundo o Conselho Federal de Medicina (CFM), a chegada desses pacientes acende um sinal de alerta para a importação de casos de coronavírus, além da ocupação de leitos que futuramente podem ser requeridos pela saúde pública do estado para atender pacientes locais.




Em abril o governo do estado afirmou que o Tocantins tinha 288 leitos de UTI públicos para atender pacientes de Covid-19. Depois disso, mais dez leitos foram recebidos do governo federal e 42 que já estavam em funcionamento foram habilitados. A taxa de ocupação estava em 35% até o começo desta semana.




"Nos já temos uma escassez muito grande de leitos de UTIs dentro do Tocantins. Esses leitos adicionais do serviço privado serviriam até que fossem tomada outra decisão para amenizar uma possível busca de leitos, diante de um colapso da saúde do Tocantins", analisou o conselheiro Estevam Rivelo, do Conselho Federal de Medicina.




A preocupação do conselheiro pode ser vista na prática em Araguaína, no norte do Tocantins, onde todos os leitos públicos do Hospital Regional foram ocupados na semana passada e o estado precisou recorrer a UTI de um hospital particular conveniado.


Nesta sexta-feira (15), o estado chegou a 1.179 casos de Covid-19 confirmados. São 82 pessoas hospitalizadas, sendo 37 em UTIs - 21 em leitos públicos e 16 em leitos privados.


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


                                                                                                                                 Informações G1/TO




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